"EM TEMPOS DE M E N T I R A UNIVERSAL,

DIZER A V E R D A D E É UM ATO REVOLUCIONÁRIO"

George Orwel
“ENTRE A DESONRA E A GUERRA, ESCOLHESTE A DESONRA E TIVESTE A GUERRA!” - CHURCHIL
"Quando enterrada, a verdade cresce e se sufoca, ganha uma força tão explosiva que quando vem a tona vai explodindo tudo."

Emile Zola

"Numa obra de arte, o crítico busca o teor de verdade (wahrheitsgehalt), o comentador o teor de coisa (sachgehalt). O que determina a relação entre os dois é esta lei fundamental de toda escrita: à medida que o teor de verdade de uma obra adquire mais significação, sua ligação com o teor de coisa se torna menos aparente e mais interior.

[...] então, somente ele [o historiador, o filósofo] pode colocar a questão crítica fundamental: a aparência do teor de verdade se prende ao teor de coisa, ou a vida do teor de coisa se prende ao teor de verdade?

Pois, ao se dissociarem na obra, eles decidem sobre sua imortalidade. Neste sentido a história das obras prepara sua crítica e aumenta assim a distância histórica de seu poder.

Se compararmos a obra à fogueira, o comentador está diante dela como o químico, o crítico como o alquimista. Enquanto para aquele madeira e cinzas são os únicos objetos de sua análise, para este apenas a chama é um enigma, o enigma do vivo.

Assim o crítico se interroga sobre a verdade cuja chama viva continua a arder por cima das pesadas lenhas do passado e da cinza ligeira do vivido. " Walter Benjamim

"NÃO PERCA TEMPO TENTANDO SER

NINGUÉM EXCETO VOCÊ MESMO,

PORQUE AS COISAS QUE TE FAZEM

UM ESTRANHO SÃO AQUELAS

QUE TE DEIXAM PODEROSO"
PLATT

UMA OBRA SÓ SE TORNA OBRA DE ARTE A PARTIR DA CRÍTICA.


CUIDADO!
ARTE inclui:Dança, Música, Teatro, Literatura,Pintura, Escultura,....., e todo trabalho que dedicamos (pelos nossos TALENTOS) e o realizamos com AMOR (sem inveja, nem dor, nem....)!!!!!!
"UMA FOTO É UM SEGREDO SOBRE UM SEGREDO.

QUANTO MAIS ELA DIZ, MENOS VOCÊ SABE."
D.A.



"A VIDA É UM SONHO.

TORNE-O REAL".
M.T.


"INCAPAZ DE PERCEBER A TUA FORMA, TE ENCONTRO EM VOLTA DE MIM.
TUA PRESENÇA ENCHE MEUS OLHOS COM TEU AMOR, AQUECE MEU CORAÇÃO, POIS ESTÁS EM TODO LUGAR"
A que se presta este blog??????????...............a estabelecer notícias, comentar fatos do cotidiano no e do mundo........elaborar alguma crônica de autoria dos blogueiros responsáveis (que, é óbvio, são maiores, responsáveis, éticos, e nada crianças - embora possuir a leveza das crianças "educadas" não seja nada ruim!!!!!).......realizar críticas, como pensamos não existir nas mídias que temos e vemos..........com, cremos, sabedoria e precisão.........com intuito de buscar melhorias em nossas relações com os seres vivos........e com/para o mundo..........se possível!!!!!!................



Críticas por e pela ARTE ( ESTÉTICA COM ÉTICA - como deve ser!!!! - desde a PAIDÉIA - A BILDUNG - .......ATÉ O SEMPRE!!!!!!!)




EDITORIA RESPONSÁVEL:
GUILHERME REOLON DE OLIVEIRA E
VERA MARTA REOLON

segunda-feira, 27 de julho de 2026

54º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO - 12 a 22 de agosto de 2026

Antes mesmo da abertura oficial da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o clima de expectativa já toma conta da Serra Gaúcha. Estivemos presentes na coletiva de imprensa realizada no Hotel Laghetto Siena, em Gramado, onde a organização revelou os primeiros títulos que disputarão os tradicionais Kikitos, além de anunciar uma das homenagens especiais desta edição.

O encontro reuniu jornalistas, críticos e profissionais do audiovisual para a divulgação dos longas-metragens brasileiros de ficção e dos curtas-metragens gaúchos selecionados para a mostra competitiva. Na oportunidade, também foi anunciado que a atriz Silvia Duarte será agraciada com o Prêmio Leonardo Machado, reconhecimento concedido pelo Festival a personalidades que contribuíram significativamente para o fortalecimento do audiovisual gaúcho.

A seleção de longas brasileiros de ficção reúne produções de diferentes regiões do país: "Chorão – Só os Loucos Sabem", de Hugo Prata e Felipe Novaes; "Feito Pipa", de Allan Deberton; "Justino – Nos Bastidores do Reino", de José Eduardo Belmonte; "Leite em Pó", de Carlos Segundo; "Nosso Segredo", de Grace Passô; e "Pele de Rinoceronte", de Marcello Ludwig Maia. Os seis filmes refletem a diversidade temática e estética do cinema nacional contemporâneo, transitando entre dramas, narrativas biográficas e produções autorais. São 10 selecionados, porém naquele momento anunciaram apenas seis, para deixar um gostinho de quero saber mais!. 

A mostra competitiva dos Curtas Gaúchos também chamou atenção pela qualidade e pluralidade dos trabalhos selecionados. Foram anunciados "O Acumulador de Memórias", "Banho Maria""Batidão de Botas""Braço Forte""Claudete", "Coisa Ruim""Drunken Car""Elisete Tem que Casar!""Estátuas Também Morrem?", "Grão", "Manjericão""Mizandrika""Procura-se Ator""Raidinalha" e "Terra Bruta", representando a vitalidade da produção audiovisual do Rio Grande do Sul.

A coletiva evidenciou, mais uma vez, a força da curadoria do Festival de Gramado, que chega à sua 54ª edição mantendo o compromisso de valorizar a diversidade estética, temática e regional do cinema brasileiro. A expectativa é de uma edição marcada por grandes estreias, importantes debates e o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual nacional. A curadoria fica a cargo de Ana Flávia Cavalcanti, Camila Morgado e Marcos Santuário.

O Troféu Cidade de Gramado foi anunciado a ser entregue a Marcos Caruso.

A abertura oficial dar-se-á em 14 de agosto com o longa "Antártida", de Bruno Safadi. 

Após a apresentação oficial, os jornalistas foram recepcionados com uma excelente feijoada oferecida pelo Hotel Laghetto Siena, anfitrião da coletiva. O almoço foi acompanhado por vinhos, sucos e espumantes da Miolo, patrocinadora oficial do Festival de Cinema de Gramado, proporcionando um agradável momento de confraternização entre profissionais da imprensa, realizadores e a organização do evento.

A divulgação da programação da 54ª edição do Festival, contudo, foi organizada em três momentos distintos. Após a coletiva realizada em Gramado, da qual participamos no Hotel Laghetto Siena, novas coletivas de imprensa ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro, oportunidade em que a organização completou o anúncio das mostras competitivas, revelou novos homenageados e apresentou outras atrações da programação oficial.  

Na Mostra de Longas Documentais Brasileiros, disputarão o Kikito os filmes "Afrontosa", "Empeleitada""Gonzaguinha, da Maior Liberdade" e "O Projeto".

Já a Mostra de Longas Gaúchos será composta por "A História Mais Triste do Mundo""Darcy Fagundes: Meu Famoso Pai Desconhecido""Filhas da Lua", "Morro da Cruz – Memória Popular" e "No Quintal da Vó Tereza", reforçando a importância da produção cinematográfica do Estado dentro da programação do Festival.

Também foram anunciados os Curtas Brasileiros que disputarão o Kikito nesta edição, ampliando ainda mais a representatividade nacional da mostra competitiva: "A Casa Amarela", "A Menina e o Pote""Azul de Fevereiro""Boiuna""Cidade sem Som""Cor de Pele""Ferro Velho""Maré de Dentro""Pássaro Branco""Ponto Cego""Quase Agosto" e "Ritual para um Novo Tempo".

Além da já anunciada homenagem à atriz Silvia Duarte, o Festival confirmou novos reconhecimentos a grandes nomes do cinema e da televisão brasileira. O ator Marcos Caruso receberá o Troféu Cidade de Gramado; a atriz Andrea Beltrão será agraciada com o Troféu Oscarito; e os atores Selton Mello e Maria Fernanda Cândido receberão o Kikito de Cristal, honraria destinada a artistas cuja trajetória extrapola fronteiras e contribui decisivamente para o fortalecimento do audiovisual brasileiro.

Outro momento importante dos anúncios foi a divulgação dos homenageados com os Prêmios Iecine. Receberão o Prêmio Destaque o cineasta Renato Dornelles e a produtora Tatiana Sager; o Prêmio Inovação será concedido aos diretores Márcio Reolon e Filipe Matzembacher; enquanto a pesquisadora Gisele Hiltl será agraciada com o Prêmio Legado, em reconhecimento à sua contribuição para a preservação e valorização da memória do cinema gaúcho.

As coletivas também reservaram espaço para o anúncio da pré-estreia da série "Emergência 53", dirigida por Claudio Torres e Andrucha Waddington, que terá lançamento especial durante o Festival, ampliando o diálogo do evento com o mercado das produções seriadas.

Outro anúncio de grande expectativa foi a confirmação do filme de abertura da 54ª edição do Festival. A sessão inaugural, em exibição hors concours, será dedicada a "Antártida", novo longa-metragem de Bruno Safadi. O thriller psicológico reúne um elenco de destaque, formado por Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Andrea Beltrão, Lázaro Ramos, Antonio Calloni e João Vitor Silva, e marca uma das estreias nacionais mais aguardadas do ano. A escolha reforça o compromisso do Festival de Gramado em abrir sua programação com uma produção brasileira de grande repercussão, antecipando uma edição que promete reunir alguns dos principais nomes do audiovisual nacional.   

Com os anúncios realizados nas três coletivas de imprensa, a programação da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado ganha contornos praticamente definitivos e confirma a expectativa de mais uma edição histórica. Entre os dias 12 e 22 de agosto, Gramado voltará a ser a capital do cinema brasileiro, reunindo realizadores, artistas, críticos, imprensa e milhares de espectadores em torno daquele que permanece como o mais tradicional e prestigiado festival cinematográfico do país. 


GUILHERME REOLON DE OLIVEIRA

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VERA MARTA REOLON

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terça-feira, 16 de junho de 2026

“Divas”: um espetáculo de excelência musical - TRIADI MÚSICA



“Divas”: um espetáculo de excelência musical que celebra grandes vozes femininas com identidade própria



Em um cenário cultural frequentemente marcado por tributos que se limitam à reprodução de repertórios consagrados, o espetáculo Divas, da Tríadi Música, demonstra que homenagear grandes artistas pode ser também um exercício de criação, personalidade artística e refinamento técnico.



A produção apresentada no UCS Teatro não se restringe a revisitar sucessos internacionais de Whitney Houston, Celine Dion, Adele, Beyoncé, Amy Whinehouse, Lady Gaga, Cyndi Lauper, Shania Twain, Taylor Swift, Dua Lipa, ou a brasileiríssima Elis Regina; ela reconstrói esses universos musicais a partir de uma linguagem própria, cuidadosamente elaborada e executada.



Um dos maiores méritos do espetáculo reside justamente na escolha do repertório. A seleção das canções evita soluções fáceis e cria uma narrativa musical capaz de percorrer diferentes épocas, estilos e sensibilidades sem perder a unidade estética. Ao reunir artistas de origens tão distintas, a produção assume um desafio considerável: equilibrar diversidade e coerência. O resultado é uma experiência dinâmica, emocionalmente envolvente e artisticamente consistente.



Fundamental para essa unidade são os arranjos assinados por Johnatan Macedo. Longe de reproduzir versões originais, os arranjos revelam inteligência musical e profundo conhecimento das obras interpretadas. Há um trabalho cuidadoso de adaptação que respeita a identidade de cada canção, ao mesmo tempo em que as integra à proposta estética do espetáculo. O resultado é uma sonoridade sofisticada, que permite ao público redescobrir clássicos sob novas perspectivas, valorizando nuances melódicas, harmônicas e rítmicas frequentemente ocultas nas gravações mais conhecidas.




A excelência musical da montagem é sustentada por um grupo de instrumentistas de altíssimo nível. O guitarrista e diretor musical Johnatan Macedo demonstra versatilidade ao transitar por diferentes linguagens musicais com naturalidade, imprimindo personalidade às interpretações sem excessos. Ao piano, Jackson Macedo exerce papel decisivo na construção das atmosferas sonoras do espetáculo, alternando momentos de delicadeza e intensidade com grande sensibilidade interpretativa. A cozinha rítmica formada por Lucas Chini, no contrabaixo, e Giovane Albarelo, na bateria, oferece sustentação segura e elegante a todo o conjunto, revelando precisão técnica e notável capacidade de diálogo musical.



Entretanto, é impossível falar de Divas sem destacar a performance de Paola Delazzeri. Sua atuação constitui o eixo central da experiência artística proposta pela Tríadi Música. Dotada de uma voz tecnicamente impecável, com afinação rigorosa, excelente controle respiratório e ampla extensão vocal, Paola enfrenta um repertório de elevadíssima exigência sem jamais soar artificial ou excessivamente preocupada com demonstrações de virtuosismo.





O que impressiona não é apenas a capacidade técnica da intérprete, mas sua maturidade artística. Em vez de buscar imitações das cantoras homenageadas — armadilha comum em espetáculos desse gênero —, Paola constrói interpretações próprias, preservando a essência emocional das obras enquanto imprime sua identidade vocal. Sua presença cênica é segura, elegante e comunicativa, estabelecendo uma conexão permanente com a plateia. Em diversos momentos, a cantora consegue transformar canções amplamente conhecidas em experiências renovadas, revelando novos significados e sensibilidades.

A dimensão visual do espetáculo também merece destaque. A cenografia concebida por Felipe Weber, associada ao trabalho de iluminação de Daniela Fracasso e aos recursos audiovisuais do painel de LED, contribui significativamente para a construção da narrativa cênica. Os elementos visuais não competem com a música; ao contrário, ampliam sua potência expressiva. A iluminação revela especial competência na criação de atmosferas distintas para cada momento do espetáculo, alternando dramaticidade, intimismo e celebração com precisão estética.

Outro aspecto digno de elogio é a qualidade da produção como um todo. Percebe-se um cuidado raro com os detalhes técnicos, desde a sonorização até a organização dos elementos cênicos. Cada componente parece ocupar exatamente o lugar necessário para que a música permaneça como protagonista da experiência.



Mais do que um simples tributo às grandes vozes femininas da música popular, Divas afirma-se como um espetáculo autoral em sua concepção artística. A produção demonstra maturidade estética, competência técnica e sensibilidade interpretativa suficientes para transcender o formato de homenagem e alcançar uma identidade própria.

Ao final da apresentação, permanece a sensação de que o público não assistiu apenas a uma sucessão de sucessos consagrados, mas a uma verdadeira celebração da força artística feminina, conduzida por músicos de excelência e por uma intérprete cuja qualidade vocal e expressiva se destaca entre as mais relevantes da cena musical da Serra Gaúcha. Divas é, acima de tudo, um espetáculo que evidencia como talento, estudo e cuidado artístico continuam sendo os ingredientes fundamentais para produzir experiências culturais memoráveis.



Além dos músicos citados não se pode deixar de citar as "pequenas" divas (não tão pequenas assim em voz, afinação e talento) que não deixaram a desejar em suas performances, interpretando o mais novo hit de Taylor Swift, The Fate of Ophelia, beirando à perfeição, mostrando que suas trajetórias são de evolução e aprendizado.





O resultado: Teatro da UCS lotado e satisfeitíssimo!



VERA MARTA REOLON
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GUILHERME REOLON DE OLIVEIRA
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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

BALLROOM CASA DE DANÇA

BALLROOM CASA DE DANÇA, fundada por Giovani Monteiro celebrou em grande  estilo, no último dia 23 de novembro, 20 anos de atividades, apresentando um espetáculo de dança e cênico que não deixa nada a desejar dos apresentados em grandes centros, mostrando que o caxiense (embora Giovani seja pernambucano!) dança sim e gosta de espetáculos, pois o UCS Teatro lotou para ver os bailarinos se apresentarem.

O espetáculo foi assinado por Veronica Zevallos Gomezjurado e pelo próprio Giovani, passando por diversos estilos e apresentações de dança de salão.

Parabéns à Casa e aos bailarinos.   















VERA MARTA REOLON

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GUILHERME REOLON DE OLIVEIRA

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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

SÁLVIA - Festival de Arte, Cultura e Gastronomia

Criado em 2019, o Sálvia – Festival de Arte, Cultura e Gastronomia nasceu para celebrar os valores culturais da região e destacar uma das suas maiores riquezas: a gastronomia. Gratuito e ao ar livre, o evento é realizado na Praça das Feiras, no bairro São Pelegrino, em Caxias do Sul (RS), reunindo experiências que integram arte, cultura e sabor em um mesmo espaço. Entre suas atividades, o evento oferece shows ao vivo, a Quitanda do Sálvia (com produtos regionais), a Sálvia Boutique (moda e artesanato) e o Espaço Kids, além de áreas de convivência para famílias, amigos e pets.

 Em 2024, o Sálvia conquistou o selo de “Evento Consciente”, alcançando resultados expressivos na gestão de resíduos, O Sálvia é uma realização da Interface Comunicação e Eventos, com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS) e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH).

 

O Sálvia – Festival de Arte, Cultura e Gastronomia deu início à sua edição de 2025 com um evento especial (como preview) para imprensa e patrocinadores, na segunda-feira, dia 10 de novembro, na Don Claudino Casa de Eventos, em Caxias do Sul (RS).

A noite começou às 18h30 com receptivo bem ao gosto da ocasião e mostrando ao que veio. Recebeu as pessoas com pães maravilhosos, acompanhados de frios e patês, além de chopp, vinhos, água, espumantes, .... Tudo isso como um reentrè para a sequência, com uma aula show de massas e preparação de ravioli, para a posterior degustação. Pedir bis foi só um passo, para a belíssima preparação (que além de bela, estava saborosíssima – “a melhor massa que já comi na vida” (sic) – era só o que se ouvia!). A delícia foi oferecida pelo chef caxiense Charlie Tecchio.

A experiência gastronômica da noite trouxe uma combinação de sabores clássicos e contemporâneos. O chef Charlie serviu ravioli de carne no molho de manteiga e sálvia com licor de amaretto e um toque especial da Charlie Bakery. 







O Sálvia – Festival de Arte, Cultura e Gastronomia será realizado nos dias 29 e 30 de novembro, na Praça das Feiras, no bairro São Pelegrino, em Caxias do Sul (RS). O evento é aberto e gratuito, reunindo o melhor da gastronomia local em um ambiente ao ar livre, repleto de arte, cultura e sabor.

O público encontrará uma ampla variedade gastronômica, com chefs e restaurantes da região, além de vinhos, espumantes, chopps, drinks, quitanda com produtores locais e espaço dedicado ao artesanato. O Sálvia também contará com um palco para shows artísticos e culturais, proporcionando uma experiência completa para todas as idades, além dos Espaços Sebrae e Senai, com atividades das entidades.

 

O sabor e o aroma da sálvia vão ganhar destaque nas oficinas gastronômicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Caxias do Sul durante o Sálvia – Festival. Gratuitas e abertas ao público, as oficinas vão mostrar o potencial da sálvia em receitas doces e salgadas, conduzidas pelos professores especializados.



VERA MARTA REOLON

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GUILHERME REOLON DE OLIVEIRA

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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Mississippi Delta Blues Festival - 16 edição


 O Mississippi Delta Blues Festival (MDBF) chega à sua 16ª edição se reafirmando como o maior evento dedicado ao Blues na América Latina. Nesse ano, o festival ganha uma nova casa: o Complexo Gastronômico Fabbrica, em Caxias do Sul (RS), que será o cenário de três noites intensas de música, cultura e celebração das raízes do gênero. O evento será realizado nos dias 20, 21 e 22 de novembro, com o tema “Windy City Edition”, em homenagem a Chicago (EUA), cidade norte-americana que moldou o som elétrico do Blues e influenciou gerações de artistas.

 

Na preview do evento mostrou a que veio. Houve apresentações, gastronomia, bebidas, boa música e, por que não dizer, um ambiente que remete sem dúvida ao que o Blues reverencia.  O Complexo Fabbrica estava repleto e nem a chuva afastou os blueseiros. A satisfação com o ambiente e com a música eram evidentes. Como já dito só um gostinho para ver mais em 20/21 e 22 de novembro. 


Além dos shows no Fabbrica, o festival estende sua programação para outros espaços culturais da cidade. Na Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu Lima (Rua Dr. Montaury, 1.333, Centro), o público poderá conferir o MDBF Kickoff 2025, no dia 18 de novembro, a partir das 20h, com The Cotton Pickers celebrando 15 anos de estrada e performances do Studio de Dança Camila Oliveira. Os ingressos são R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). No dia seguinte, 19 de novembro, o estúdio volta ao palco da Casa da Cultura e apresenta o espetáculo de dança “Black Roots”, destacando as origens afro do blues, às 20 h. Os ingressos são R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). 

A conexão entre música e ancestralidade, referenciando o feriado de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, também ganha destaque na sala de cinema Ulysses Geremia, no Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, que exibirá o documentário “Razões Africanas”, de Jefferson Mello, entre os dias 20 e 23 de novembro, sempre às 16h. O filme explora as ligações culturais e musicais entre o Brasil e a África, abordando temas como identidade, resistência e pertencimento. Com ingressos a R$ 20 por pessoa, quem apresentar ingresso do MDBF paga meia-entrada (R$ 10) nas sessões.

Para quem quiser aquecer os ouvidos antes da maratona de shows, o Salvador Fabbrica recebe, no dia 19 de novembro, às 20h, o guitarrista Álamo Leal, um dos grandes nomes do blues nacional. O ingresso é R$ 10. 

 Ainda, o maior festival de blues da América Latina terá cervejas exclusivas, inclusive!

 


 e aconteceu,....

obviamente que o evento foi um sucesso, como era de se esperar, com boa música e serviços acontecendo.


Críticas ficam por conta de lugares para estacionar, NÂO OS HÀ por perto, e a briga pelos mesmos tira a alegria dos dias de espetáculo.







 

 

Vera Marta Reolon

MdB 16.069

 

Guilherme Reolon de Oliveira

MDb 15.241

 

Fotos e vídeo by GuiReOli

 

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Julgamentos sobre a VIDA!

 

Julgamentos sobre a VIDA!

Vera Marta Reolon

 

         Hannah Arendt, aluna de Heidegger, filósofa política, judia. Quantos adjetivos para defini-la. Algum a define realmente em sua essência? Muitos, neles incluídos, principalmente seus colegas refugiados do nazismo nos EUA provavelmente não conseguiram compreendê-la.

         Ela viveu na Alemanha nazista, como professora de política. Perseguida pelo nazismo por ser judia, exila-se, foge para os EUA, onde se torna professora de alemão. Sem documentos vive condição de liberdade cerceada.

         Junto a outros refugiados perseguidos e judeus mantém grupo de discussões, encontros e contatos. Após a prisão/detenção de Eichmann, Hannah é convidada por uma revista para escrever sobre o julgamento do mesmo. A reportagem resulta em um livro onde ela vai questionar a forma como Eichmann é perseguido e capturado, levado preso para ser julgado em Nuremberg, onde seu julgamento acontece. Esta é uma grande questão de ordem ética, pois ela vai se contrapor a seus colegas judeus para pensar sobre formas humanas de ação e diferentes julgamentos sobre seus resultados e consequências.

         Por quê sou judeu e perseguido pelo nazismo, estou isento de julgamentos sobre meus atos e posso ultrapassar limites, inclusive na busca pela “suposta” (ou não ) justiça?

         Quanto a Eichmann, em  sua defesa, traz a ideia de que era um soldado a praticar atos sob o mando de alguém. Logo, não tem responsabilidade sobre tais atos. 

         Hannah abre discussão sobre esta proposição fazendo-nos pensar: se somos/estamos praticando atos sob ordens de alguém não conseguimos refletir sobre estas ordens, questioná-las e, quiçá, não as realizar se concluímos que são imorais, injustas ou/e vão contra nossos preceitos éticos? Quando recebemos ordens, mesmo que em situações de guerra, não temos autonomia de pensamento, a perdemos e apenas praticamos atos mesmo que errados, deixando de ser o que chamamos (ou entendemos ser) humanos?

         Em seu texto A Condição Humana, Hannah nos diz que, tanto Kant, com seu imperativo, quanto Sócrates , com seu “dois em um”, tinham a ética antes, já a portavam logo todo o imperativo e resolução já portariam preceitos éticos em sua origem. Isso quer dizer que, quando analisamos o imperativo de Kant e o “dois em um” (conversa consigo mesmo frente a um impasse que necessita resolução) socrático , devemos sempre ter em mente essa condição, qual seja a que a ética, o ethos já aí está.  Quando trazemos a ética em nosso ser, mais fácil será praticarmos e julgarmos atos com fins de atingirmos resultados justos.

         Grandes questionamentos de Hannah também se dão no campo da linguagem, quando declaramos “o povo”, a sociedade cometeu tal atrocidade, tal fato. Mas, quem é a sociedade? Ela dirá, quando responsabilizamos todos, não responsabilizamos ninguém, porque não conseguimos apontar um responsável.

         Tantas proposições filosóficas vindas de alguém que não se nomeava filósofa, mas sim do campo da política. E a filosofia, quanto nos ajuda a pensar nosso mundo neste pós Segunda Guerra e depois desta grande pensadora?

 

Palavras-Chave: Judeus , Nazismo, Julgamento, Responsabilidade, Ética, Filosofia.


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

BILDUNG – METAFÍSICA DO PODER? - A arte e seus aprendizados sobre o homem!

 

BILDUNG – METAFÍSICA DO PODER?

A arte e seus aprendizados sobre o homem!

 

                                                                                    Profª Drª Véra Marta Reolon

Professora aposentada (UFRGS)

Doutora em Filosofia (PUC-RS), Doutora em Educação (UFRGS), Mestre em Letras e Cultura Regional (UCS), Graduada em Psicologia – Formação do Psicólogo (UCS), Bacharel em Ciências Contábeis (UCS)

E-mail: verareolon@terra.com.br

 

 

 

         O cenário é uma ópera de Richard Wagner: DAS RHEINGOLD – em tradução livre, Sobre o Ouro do Reno. A ópera é transpassada pela música, absolutamente campal, forte, poderosa.

         A cena se inicia com as Nereidas, em número de três, cantando seu cuidado e a determinação de seu pai, de que elas protegessem o ouro nas profundezas do oceano. Aparece um nibelungo que deseja desposar uma delas. Canta o amor a uma, que o renega. Depois à segunda, que repete o gesto da irmã. Por fim, a terceira também o rejeita. Ele, então, desprezado pelas três, rouba-lhes o ouro e o leva para seu mundo. As Nereidas, então, o amaldiçoam: “quem fica com o ouro, é porque rejeitou ao amor e aos prazeres do amor”.

         Outra cena. O ambiente agora é montanhoso, hipoteticamente um “céu” rochoso, onde “vivem” os deuses, comandados por Wotam. Este está casado com Fricka, irmã de Freya. Wotam, por algum temor, que não fica claro, apenas que pode ter sido induzido por Mime, manda construir, cercar o “palácio”, as terras, com um fortificado. Este fortificado é realizado pelos gigantes, que cobram pelo serviço. A cobrança era sabida e combinada com Wotam, no contrato. Concluída a obra, os gigantes querem o pagamento. Wotam sabe disso e é questionado pela esposa do absurdo da construção, considerando-a desnecessária. Afinal são deuses, imortais. Wotam não tem o valor do pagamento. Os gigantes então, exigem que Wotam lhes entregue Freya, paixão de um deles.

         A importância de Freya no reino imortal é que ela cuida das plantações, da árvore e dos frutos que dão a imortalidade e a juventude aos deuses. Entregando-a aos gigantes, não só perdem a irmã de Fricka, mas também a possibilidade da juventude e imortalidade. Que deuses seriam, então?

         Como não há a possibilidade de quitar a dívida de outra forma, entregam Freya.

         Se vão os gigantes com Freya e prometem devolvê-la apenas quando do pagamento da fortaleza.

         Mime, como um demônio, a viver com os deuses, sabedor da história das Nereidas, convence Wotam a buscar o ouro com o Nibelungo, em princípio para devolvê-lo às Nereidas.

         Wotam chega às profundezas do oceano e, em uma jogada de esperteza, consegue tomar o ouro do Nibelungo e levá-lo. Este, antes de levarem o ouro, amaldiçoa o que tiver o ouro e o anel de ouro, que morrerá por ele. Wotam paga, assim, o que deve aos gigantes, recupera Freya.

         Um dos gigantes, dizendo ao irmão que, como aquele só queria mesmo Freya e nada mais, o mata para ficar com o ouro só para si.

         Os deuses se encaminham ao cercado, agora com Freya.

         Mime questiona Wotam, sobre a não devolução do mesmo aos oceanos e às Nereidas, logo o não restabelecimento do equilíbrio, o que Wotam nem dá atenção.

         Ao final da peça, Wagner nos mostrar um Mime a arder, com roupas de um vermelho vivo, afogueado.

 

 

         È interessante observar que tudo isso, a ópera, sua concepção se passam no século XIX, em plena vigência do que a Alemanha chamou de Bildung, uma busca pelo revisitar a Paidéia grega, com sua efervescência cultural, com a busca por um crescimento intelectual, cultural, estético, do mundo grego da antiguidade.

         A Paidéia grega prezava a busca de um crescimento que extrapolava o intelectual, que extrapolava a arte. Era um mundo de crescimento exterior que jamais se desvincularia de um grande crescimento interior. O homem aqui era o que cultuava esse crescimento, o saber, a sabedoria, o fazer estético, jamais desvinculado da ética subjacente.

         Note-se que a ética para o grego era aquilo que podemos explicar, além da moral, do costume, que o latim tentou traduzir e adaptar como sendo de mesma etnia. Ética era o lugar das casas, onde como um altar, com objetos sobre ele, que simbolizavam os antepassados, os familiares, em uma situação de crise que necessitava de uma decisão, giravam até encontrarem uma resposta que venerasse e honrasse a todos que aí estavam e aos que viriam além deles.

         Logo, todo fazer, deveria estar impregnado de saber, de sabedoria, de verdade, de arte (fazer arte – agir esteticamente), mas SEMPRE como um ATO ÉTICO por excelência.

         O homem grego utilizava deste preceito para lançar-se no que Foucault mais tarde retoma, nomeando de CUIDADO DE SI!

         O HOMEM GREGO, ENTÃO PARA SAIR DAS CAVERNAS e viver na cidade, deveria buscar esse cuidado de si, esse crescimento, essa preparação para “governar” as cidades.  è   aqui, centra-se o que, resumidamente os gregos nomeavam como PAIDÉIA!

 

Nietzsche, no século XIX, entre outros, na Alemanha pré-guerras, busca revisitar a idéia da Paidéia, para o tempo alemão, com o que chamaram de BILDUNGè um restabelecimento do agir, do fazer, do estar no mundo, da Paidéia grega para um novo tempo, para uma nova efervescência cultural, ético-estética, agora como centro do mundo alemão e seus pensadores, artistas...Richard Wagner é um dos grandes expoentes deste tempo e busca a Bildung com galhardia na música. Nas óperas indiscutivelmente.

 

O que vejo, em princípio, nesta transposição artística?

 

Wotam não precisava de uma fortificação para seus domínios. Os deuses são imortais, são deuses. Por quê o faz? O faz induzido por um manipulador? Mas, por quê se deixa seduzir por coisas das quais não precisa? Por quê não ouve sua mulher, em princípio, como ele mesmo diz, por quem “perdeu um olho” (sic) para tê-la (literalmente, pois está com um olho cego!). Ainda, faz um contrato com os gigantes, que sabe não poder pagar e corre o risco de perder a imortalidade, a juventude, própria dos deuses, logo perder assim, suas essências, como deuses que são.

O Nibelungo entrou no jogo do poder do ouro, mas sabia, e o fez depois de tentar o amor e seus prazeres com as Nereidas, logo sabia que negar o amor era uma conta que pagava para ter o ouro e o poder advindo dele. O equilíbrio perdido no ar, terra, água estava quebrado, com sua atitude. Mime, em princípio queria restabelecer o equilíbrio. Há interesse nele de que isso se dê? Wagner, com o “queimar” de Mime, no final da peça, nos dirá que não! Os gigantes, em princípio não queriam o dinheiro, o ouro, queriam Freya, um por amor, o outro, quiçá para obter a juventude e a imortalidade.

Chega-se, ao término da peça com a idéia que o PODER é absolutamente VAZIO de quaisquer significados, pois ninguém está satisfeito com o resultado de seus atos, da condução dos acontecimentos.

 

Lévi-Strauss compara o objeto mitológico a uma partitura de orquestra que se deve ler horizontal e verticalmente. “Música e mitologia se apresentam, aos olhos de Lévi-Strauss, como imagens inversas uma da outra, desde a invenção da fuga, cuja composição se reencontra na narrativa mítica. A música tomou o lugar do mito: ‘quando morre o mito, a música torna-se mítica da mesma forma que as obras de arte’” (DOSSE, 2007, p.341).

 

Será, e me pergunto sempre, que tais elucubrações não são as precursoras dos acontecimentos a que chegamos no Holocausto judeu, nas guerras mundiais, no entre guerras, no horror inclusive questionado por judeus, como Hanna Arendt em seu belíssimo Eichmann em Jerusalém? E, quiçá, na fragmentação, inclusive acadêmica que vivemos hoje, em todos os campos do saber, que evidencia o quanto nos distanciamos das idéias da Paidéia, indo justamente na contramão de tudo aquilo que lemos e estudamos daquele período e de seus ensinamentos?  

 

Vontade, Poder, Desejo é a própria Paidéia em ação, é todo o agir estético, logo, absoluta e completamente ÉTICO POR EXCELÊNCIA! Qualquer coisa, qualquer agir, diferente deste não chega no ato Techné grego, que também seria estético, mas diferente da Arché, mais idealizado, mais em busca do BEM, do BOM, do IDEAL, portanto.

 

Schoenberg em seu texto, com textos criados, revisitados, inicia, assim, seu texto, A RELAÇÃO COM O TEXTO:

“Há relativamente poucas pessoas capazes de compreender de modo puramente musical o que a música tem a dizer” (SCHOENBERG, 2013, p.69).

 

A música está para além das notas, está para além da composição, dos arranjos, por mais belos que possam ser. A música está para além de uma voz, harmoniosa ou não. A música está no agir musical. A música está no ato estético por excelência. A música, logo, está no agir ÉTICO por excelência. Está no mais distante do PODER pelo poder, no Poder que, diria Lacan, atem-se a PARANÓIA, no vazio do poder. A música está no DESEJO que é absolutamente pessoal, intransferível, no DESEJO que nos constitui como seres ÚNICOS que somos. A música está no agir Estético, desde a Paidéia, a VERDADEIRA MÚSICA ESTÁ NA ÉTICA SUBJACENTE A TODO NOSSO AGIR E SER!.......... só assim!!!!! 

 

                   

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ARENDT, Hanna. Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal. SP: Cia das Letras, 1999.

 

DOSSE, François. História do Estruturalismo. Bauru: Edusc, 2007.

 

KANDINSKY, Wassily; MARC, Franz (Org.). Almanaque O Cavaleiro Azul. SP: EDUSP, 2013.

 

PLATÃO. A República. SP: Nova Cultural, 2000.

 

WAGNER, Richard. Das Rheingold. DVD, 1990/2008, Deutche Grammophon, gmbh, Hamburg

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